O SUCATEAMENTO DA SAÚDE MENTAL
A (IN)VIABILIZAÇÃO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DA REFORMA PSIQUIÁTRICA EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
Keywords:
Reforma psiquiátrica, Atenção Psicossocial, CAPS, Estigma, Saúde MentalAbstract
O movimento de reforma psiquiátrica refere-se a luta pelos direitos de pessoas em sofrimento mental, que busca mudar o imaginário popular sobre a loucura, impulsionando uma nova forma de cuidado, com a proposta de uma rede integral de saúde mental composta pelos ditos serviços substitutivos. Este artigo trata-se de um relato de experiência, que buscou retratar as práticas de saúde mental em um município do interior de Rondônia, através das experiências nos campos de prática de um programa de residência multiprofissional em saúde, discorrendo sobre as problemáticas enfrentadas na rotina dos cuidados em saúde mental. Constatou-se que, diariamente, são enfrentados diversos obstáculos nos cuidados à saúde mental em toda a rede, provocando desassistência do usuário desses serviços. A partir da análise destes obstáculos, destacaram-se os seguintes subtemas coeficientes de inibição da efetividade da atenção em saúde mental, discutidos na pesquisa: Políticas Públicas e a Atenção à Saúde Mental; A Efetividade dos Serviços Substitutivos; Estrutura Física das Unidades; A Ênfase na Intervenção Farmacológica; O Modelo de Cuidado em Vigor; e O Estigma da Loucura. A partir da análise, evidenciou-se que a reforma psiquiátrica não somente não foi institucionalizada, como também se distancia disso a cada dia, devido às práticas adotadas, que provocam um sucateamento dos serviços já existentes.
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